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PL descarta acordo com Alcolumbre e anuncia Rogério Marinho para disputar Presidência do Senado

05/10/2026 15:36

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O Partido Liberal (PL) pretende disputar a Presidência do Senado Federal em 2027 e já definiu o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu nome para a sucessão de Davi Alcolumbre (União-AP). A informação foi confirmada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em entrevista ao SBT News neste domingo (4).

Segundo Valdemar, o partido não pretende apoiar uma eventual tentativa de Alcolumbre de permanecer no comando da Casa. Questionado sobre um possível acordo com o atual presidente do Senado, o dirigente afirmou que o nome de Alcolumbre está “totalmente descartado” para uma composição com o PL na próxima legislatura.

A movimentação ocorre após o PL ampliar significativamente sua presença no Senado. Nas eleições deste domingo, a legenda elegeu 19 novos senadores e, somando os nove parlamentares que já possuem mandato até 2030, chegará a 28 integrantes a partir de fevereiro de 2027. Com o resultado, o partido terá a maior bancada da Casa.

A eleição para a Presidência do Senado ocorrerá no início da nova legislatura. Valdemar afirmou que o PL pretende negociar com outras siglas para construir apoio à candidatura de Rogério Marinho. Entre os partidos mencionados por ele estão PP, União Brasil e Republicanos. A composição dessa eventual maioria, no entanto, ainda dependerá das negociações que ocorrerão até a eleição da Mesa.

Além da disputa pelo Senado, o presidente do PL afirmou que a legenda também pretende participar das negociações pelo comando da Câmara dos Deputados. Segundo ele, o partido avalia disputar as duas presidências, mas reconhece que uma eventual composição com outras siglas poderá exigir escolhas entre as duas Casas.

A nova correlação de forças no Senado também deve influenciar as discussões sobre a relação entre Congresso e Supremo Tribunal Federal a partir de 2027. Parlamentares da oposição defendem que a Casa dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF, mas o avanço desses processos dependerá da atuação da nova composição do Senado e das decisões de seus integrantes.

Fonte: SBT News, Senado Notícias e Agência Brasil.

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