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Santa Catarina confirma dois casos de Febre do Nilo Ocidental, com um óbito

26/08/2026 11:10

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A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES) confirmou, nesta segunda-feira (24), dois casos de Febre do Nilo Ocidental no Estado. Um dos pacientes morreu em decorrência da doença, enquanto o outro precisou ser internado, mas já recebeu alta.

A paciente que morreu tinha 77 anos e era moradora de Imbituba, no Litoral Sul de Santa Catarina. O segundo caso envolve um homem de 56 anos, residente em Caçador, no Meio-Oeste catarinense.

Segundo a SES, os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas. As autoridades de saúde realizam uma investigação epidemiológica para identificar os possíveis locais de infecção e compreender a relação entre os casos e a circulação do vírus em Santa Catarina.

Doença pode causar complicações neurológicas

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos.

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando eles surgem, os sinais mais comuns são febre, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar.

Em uma parcela menor dos casos, porém, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e provocar complicações graves, como meningite e encefalite. Entre os sinais de alerta estão confusão mental, alterações de consciência e fraqueza.

O vírus circula naturalmente entre mosquitos e aves silvestres. Humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais. A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra nem de aves para seres humanos.

Orientações para prevenção

Para reduzir o risco de infecção, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda o uso de repelente, a instalação de telas em portas e janelas e a utilização de roupas que cubram a maior parte possível da pele em locais com presença de mosquitos.

Outra medida importante é eliminar recipientes e outros pontos que possam acumular água parada, além de manter os ambientes limpos para reduzir as condições favoráveis à proliferação dos mosquitos.

A orientação da SES é que pessoas que apresentem sintomas compatíveis com a doença, especialmente manifestações neurológicas, procurem atendimento médico. Durante a consulta, é importante informar se houve permanência em áreas onde possa ter ocorrido exposição a mosquitos.


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