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Comissão Mista reforça monitoramento do El Niño e destaca importância da prevenção em Santa Catarina

15/07/2026 06:53

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Na tarde desta terça-feira (14), durante reunião do colegiado, o meteorologista Leandro Puchalski apresentou uma atualização do cenário e reforçou que o El Niño está em processo de intensificação, com previsão de atingir forte intensidade nos próximos meses.

Segundo Puchalski, as águas da região central do Oceano Pacífico, onde o fenômeno é monitorado, aqueceram rapidamente nas últimas semanas, elevando a classificação do El Niño de moderado para forte.

A expectativa é de que o pico ocorra entre setembro e outubro, período historicamente mais favorável ao aumento das chuvas no Sul do Brasil.

Prevenção e monitoramento

Apesar do cenário de atenção, o especialista destacou que a intensidade do El Niño, por si só, não determina a ocorrência de tragédias climáticas.

“Uma coisa é o fenômeno e sua influência sobre o clima. Outra são os problemas que ele pode causar. O El Niño aumenta a frequência de eventos extremos, mas isso não significa que necessariamente haverá desastres. Muito depende das condições meteorológicas do momento e, principalmente, da preparação das regiões.”
Especialista participa de reunião da comissão mista sobre o fenômeno El Niño na Assembleia Legislativa.

Foto: Daniel Conzi/Agência Alesc

Durante a apresentação, o meteorologista lembrou que outros fatores atmosféricos também influenciam o comportamento das chuvas, como a Oscilação Madden-Julian e a Oscilação Antártica.

“Quando esses sistemas atuam simultaneamente ao El Niño, há maior potencial para episódios de chuva intensa.”

As projeções meteorológicas apresentadas à comissão indicam que os primeiros efeitos mais expressivos do fenômeno devem ocorrer no Rio Grande do Sul nas próximas semanas, com previsão de volumes elevados de chuva e temporais.

Segundo Puchalski, Santa Catarina permanece em uma condição mais estável neste momento, mas o cenário exige acompanhamento permanente.

“A previsão de curto prazo indica que os maiores volumes de chuva devem se concentrar inicialmente no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, a expectativa é de que as chuvas avancem mais adiante, provavelmente após a segunda quinzena de julho, mas ainda com volumes menores. Mesmo assim, é uma situação que precisa ser monitorada continuamente.”
Especialista durante reunião da comissão mista que acompanha os impactos do fenômeno El Niño em Santa Catarina.

Foto: Daniel Conzi/Agência Alesc


ALESC EXPLICA

É um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, capaz de alterar os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do mundo.

O que é o El Niño?

Não. Conforme explicado durante a reunião, o fenômeno aumenta a probabilidade de eventos extremos, mas a ocorrência de desastres depende também das condições meteorológicas e da preparação das regiões.

O El Niño provoca desastres automaticamente?

Porque o aquecimento das águas do Oceano Pacífico altera a circulação da atmosfera e pode favorecer condições que aumentam a ocorrência de chuvas acima da média, especialmente quando combinado com outros sistemas atmosféricos.

Por que o El Niño aumenta o risco de chuvas intensas?

Porque permite acompanhar a evolução do fenômeno e orientar ações preventivas para reduzir riscos e impactos à população.

Por que o monitoramento é importante?


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