Mulher perde na Justiça após fazer Pix para golpistas que se passaram por advogada

' ' : ' '
Uma mulher que realizou uma transferência via Pix para criminosos que se passaram por sua advogada não conseguiu recuperar o dinheiro na Justiça. O 3º Juizado Especial Cível de Joinville negou os pedidos de ressarcimento e indenização por danos morais contra duas instituições financeiras, por não encontrar falhas na prestação dos serviços.
Conforme o processo, os golpistas utilizaram o nome e a foto da advogada da vítima, além de encaminhar um documento falso para convencê-la de que precisava fazer um pagamento para liberar valores de uma ação judicial. A mulher acreditou na abordagem e transferiu o dinheiro para uma conta de terceiros.
Ao perceber que havia caído no golpe, tentou recuperar o valor por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), do Pix, mas não obteve sucesso porque a conta que recebeu a transferência já não tinha saldo disponível.
Na análise do caso, o magistrado não identificou invasão da conta bancária, falhas nos sistemas de segurança ou irregularidades nos procedimentos das instituições financeiras. Também considerou que a transferência foi autorizada pela própria vítima, mesmo após um alerta de risco emitido pelo sistema antifraude. Com isso, os pedidos de ressarcimento e indenização foram rejeitados (Autos n. 5043661-73.2026.8.24.0038).
TJSC alerta para golpe do falso advogado
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) alerta que criminosos utilizam informações de processos judiciais para se passar por advogados e cobrar supostas taxas para liberar valores.
Foto: IA/Site GPT
A orientação é desconfiar de pedidos de pagamento e confirmar qualquer informação diretamente com o advogado, por canais oficiais. O Judiciário não solicita depósitos ou transferências para liberar dinheiro de processos. Em caso de golpe, a vítima deve registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil.
