As Rapidinhas da Cris Menegon

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O preço do “gratuito” - O Brasil deve gastar cerca de R$ 1 bilhão em propaganda eleitoral “gratuita” este ano. No entanto, o custo de outros serviços públicos é ainda mais elevado: as universidades públicas custam aproximadamente R$ 6,43 bilhões por ano; a educação básica consome R$ 370 bilhões, enquanto a saúde pública demanda R$ 245,6 bilhões anuais. É importante compreender que esse dinheiro não “nasce em árvore”; ele provém dos impostos pagos por empresários e trabalhadores. Como diz o ditado: não existe almoço grátis.
Quer mais? - Os partidos políticos brasileiros terão, em 2026, cerca de R$ 6,4 bilhões à disposição para manter suas atividades diárias e financiar campanhas eleitorais. Esse montante reúne recursos do Fundo Partidário (repassado mensalmente) e do Fundo Eleitoral (distribuído apenas em anos de eleição), além dos rendimentos de aplicações financeiras feitas pelas próprias legendas. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Fundo Eleitoral saltou de R$ 1,7 bilhão em 2018 para R$ 5 bilhões em 2024.
O cenário para 2026 - Para este ano, os partidos contarão com a soma dos recursos de ambos os fundos. Segundo dados do TSE, entre janeiro e agosto, as legendas já receberam R$ 3,2 bilhões do Fundo Partidário para a manutenção de suas estruturas. A esse valor, será acrescido o Fundo Eleitoral, estimado pelo Congresso também em R$ 3,2 bilhões.
As fatias do bolo - A maior parte do montante ficará com PT, PL, PSD, MDB e União Brasil, partidos que detêm as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado. Pela legislação atual, a distribuição dos valores ocorre conforme o desempenho das siglas em eleições anteriores. Além dos repasses oficiais, os partidos costumam realizar aplicações financeiras com o dinheiro público depositado em suas contas, gerando altos rendimentos. Essas aplicações são previstas em lei — uma verdadeira “festa” com o dinheiro público, garantida pelos próprios políticos que redigem as normas.
Impostos e contas públicas - Dados de 2025 e 2026 indicam que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bateu recordes históricos de arrecadação. A carga tributária atingiu entre 32,2% e 34% do PIB em 2024, impulsionada pelo aumento do IOF, Cofins e impostos sobre o comércio exterior. Análises apontam que o pico histórico anterior havia sido em 2007 (também sob gestão petista), com 33,64%. Mesmo com a arrecadação recorde, o país enfrenta graves problemas fiscais.
O Brasil não suportará mais quatro anos de excessos com o dinheiro público, escândalos como os do Banco Master, fraudes no INSS e nos Correios, além do uso desenfreado do cartão corporativo. Acorda, Brasil!
