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“As Guerreiras do Tempo” inspiram trajes da realeza da 36ª Festa Nacional do Pinhão

22/05/2026 12:33

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A realeza da 36ª Festa Nacional do Pinhão teve os trajes oficiais apresentados na noite desta quinta-feira (21 de maio), no Casarão Juca Antunes, em um evento marcado por moda, arte e referências à cultura serrana. A rainha Maria Júlia Branco da Silveira e as princesas Maria Luisa Furtado Boeno e Emilie da Silva Pereira surgiram pela primeira vez com os vestidos desenvolvidos para a edição de 2026 da Festa.

Assinados pela estilista Ana Lopes, os trajes foram criados a partir do tema “As Guerreiras do Tempo” e têm o crochê como principal elemento estético e simbólico. As peças fazem referência à força feminina, ao processo artesanal e à identidade cultural da Serra Catarinense.

“Os vestidos representam a força da mulher serrana, o trabalho artesanal da nossa gente e a nossa identidade cultural. Cada detalhe foi pensado para contar uma história ligada às raízes da nossa região e à tradição da Festa Nacional do Pinhão”, ressalta a prefeita Carmen Zanotto.

Os vestidos foram confeccionados manualmente ao longo de meses e envolveram crocheteiras da Serra Catarinense. Os fios utilizados passaram por um processo artesanal de tingimento com cascas de pinhão e pedaços de araucária recolhidos do chão.

O vestido da rainha permaneceu cinco dias em um fogão à lenha para alcançar a tonalidade desejada. Já os vestidos das princesas receberam tons caramelizados após horas de fervura das fibras naturais.

Além do crochê, os trajes trazem elementos inspirados na gralha-azul, ave considerada essencial para a preservação da araucária. Ombros estruturados remetendo a armaduras, árvores confeccionadas manualmente, punhos inspirados nas plumagens da ave e detalhes em madeira compõem os figurinos.

“Vestir esse traje é carregar a história de muitas mulheres que ajudaram a construir a Festa Nacional do Pinhão ao longo dos anos. Cada detalhe tem um significado muito especial para nós”, disse a rainha Maria Júlia Branco da Silveira.

O projeto também homenageia Berenice Omizzolo, estilista responsável por mais de quinze vestidos da realeza em diferentes edições da festa. Segundo os organizadores, Berenice tinha como sonho desenvolver uma peça inteiramente em crochê, proposta agora concretizada pela filha, Ana Lopes.

Participaram diretamente da produção artesanal dos vestidos as crocheteiras Cleci, Joelma, Ivone, Rita, Vera, Elza, Odete, Rose, Dora, Sandra, Andreia e Nilceia, com apoio da Prefeitura de Lages, da Secretaria da Mulher e do setor de artesanato.

Exposição “Costurando Memórias” abre ao público

A noite desta quinta-feira também marcou a abertura da exposição “Costurando Memórias”, desenvolvida pelo Ateliê La Unica em parceria com a companhia de teatro Bravo Bravíssimo.

A mostra apresenta uma experiência imersiva sobre os bastidores da criação da realeza ao longo da história da Festa do Pinhão. Cenografia, iluminação, música e elementos naturais da Serra Catarinense foram integrados ao espaço expositivo montado no Casarão Juca Antunes.

Dividida em três atos, a exposição conta uma história: “Lembranças”, “Histórias” e “Transformação”. Entre os materiais utilizados na composição estão grimpas de araucária, capim dos pampas e pinheiro americano.

Texto: Gabriela Sassi

Fotos: Sabrina Rodrigues e Fábio Pavan


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