O impacto da evasão escolar no futuro dos jovens

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De acordo com os dados do Censo Escolar 2025, referente ao ano letivo de 2024, os índices de evasão escolar no país diminuíram, porém o índice de brasileiros que não concluíram a educação básica ainda é alto. Há mais de 60 milhões de adultos acima de 25 anos que não concluíram a escola básica (IBGE, 2024).
“Destes 5,55 % não têm instrução, 26,2% não concluíram o Ensino Fundamental, 7,4% concluíram o Ensino Fundamental e 4,9% têm o Ensino Médio incompleto. Totalizando 44% dos brasileiros nesta faixa etária que não concluíram a educação básica (Fonte: Censo Escolar, 2024).”
Dentre as razões, grande parte se deve ao abandono da escola pela necessidade de auxiliar a complementar a renda da família, contribuir com o pagamento das despesas mensais, como fatura de água, fatura de luz, supermercado, aluguel, entre outros. Porém, devido a esse abandono, o sonho de continuar os estudos permanece presente intrinsecamente. O que muitas vezes, levam os pais a projetarem a concretização deste sonho, ao priorizarem a formação dos filhos. Dedicando-se à eles e adiando ou não concluindo os seus estudos.
Portanto, o impacto dessa evasão reflete na qualidade de vida de cada um e de seus familiares. Pois, essa falta é visivelmente aparente em atividades diárias, como assinar o próprio nome, ler e escrever, realizar cálculos básicos, interpretar textos ou informações do dia a dia. Em que o acesso à melhores condições de trabalho e renda torna-se restrito, sem muitas opções de escolha.
Porém, nunca é tarde para retomar esse sonho, talvez represente uma dificuldade momentânea conseguir retomar e acompanhar, mas quando temos determinação e foco, alcançamos a concretização deste sonho. Seja buscando a alfabetização, ou concluindo o ensino fundamental ou médio, consequentemente o ingresso ao ensino superior também estará ao alcance de cada um. Independentemente, do que te levou a não concluir seus estudos, o importante é sempre recomeçar. E a conclusão da educação básica, irá ampliar as oportunidades de trabalho e de renda, ao adquirir uma melhor qualificação e desenvolver novas habilidades e competências que o mercado espera. Cada etapa alcançada é um degrau que subimos ao contribuirmos para uma sociedade melhor.
Ingrid Cristiane Inácio de Liz, Mestre em Práticas Transculturais, graduada em Administração. Tem experiência em Administração, Finanças e Educação. Atua como professora no ensino superior na Unifacvest. Integra o ABRV.edu como parte da equipe do Núcleo Empresas e Gerente do Núcleo EJA e de Cursos Técnicos.
