Operação Carne Fraca: Denúncia do MPSC cita associação criminosa e corrupção ativa e passiva em Presídio de Lages

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A denúncia oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra os três envolvidos em um suposto esquema de vantagens ilícitas no Presídio Masculino de Lages cita os crimes de associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, todos previstos no Código Penal.
Tal esquema foi desmantelado no final de fevereiro, na Operação Carne Fraca, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do MPSC, em apoio a investigações conduzidas pela 15ª Promotoria de Justiça da comarca.
Essas investigações revelaram que o então Diretor do presídio teria se associado criminalmente a um detento e à esposa dele, formando um esquema de troca de favores em que concedia benefícios ilícitos ao detento e recebia da mulher carnes nobres, whiskies, vinhos e serviços em uma boate como recompensa.
A denúncia de 53 páginas destaca que, entre os possíveis favores concedidos pelo então Diretor do presídio ao detento, estariam pedidos de visitas, transferência entre unidades prisionais, reversão de sanções, antecipação de decisões internas, remição de pena e até tentativa de interlocução indireta com o Poder Judiciário para a concessão de benefícios na execução da pena.
