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Foi só um pouquinho, seu guarda

03/04/2025 10:26

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Muitas condutas no trânsito podem gerar perigo eminente de morte ou lesão, não é a toda que recorrentemente viemos falando isso aqui nesta coluna. Nosso violento calvário diário de locomoção é, infelizmente, causado por nós mesmos. Nossa sociedade é genocida ao deixar de lado a preocupação coletiva e pensar que o “EU” é mais importante, e assim, acaba criando um paradoxo, pois tende a executar ações egocêntricas que acabam colocando, além da dos outros, sua vida em risco. E a desobediência as faixas que disciplinam o trânsito é uma marca desta loucura. Vejamos, as colisões frontais são o tipo de sinistro que mais libera energia, e consequentemente, o que tem maior possibilidade de levar a casos com morte. E a ultrapassagem em locais não permitidos, é o que geralmente leva a estes sinistros. Somente em nosso Estado, as colisões frontais, originadas na desobediência da sinalização, resultaram em 160 mortos no último ano (nas rodovias federais). Um número muito significativo, e representa 38% de todos os óbitos em sinistros rodoviários em nossas BRs. Mesmo assim, com este alarmante recado que a estatística nos mostra, as pessoas simplesmente ignoram, e embarcam em uma verdadeira loteria mortífera. Neste mesmo período analisado, o número de infrações por desobedecer à sinalização horizontal, a faixa amarela contínua, supera 11.000 notificações, perdendo em quantidade apenas para as infrações por excesso de velocidade. Ressaltando que, geralmente nas colisões frontais e nas ultrapassagens, a velocidade é excessiva. Uma das últimas mudanças significativas mudanças no CTB (código de trânsito brasileiro) foi a alteração do valor da notificação por desobediência a sinalização horizontal que indica a proibição de ultrapassagem, a faixa contínua amarela, que passou de gravíssima, para gravíssima com multiplicador, chegando ao valor de R$ 1.467,35. Embora seja crítico com a forma aplicada, de nada adianta elevar o valor da multa se não houver uma cobrança efetiva e sem haver campanhas de educação. Isto aconteceu com o próprio CTB, que em 1998, ano em que começou a valer de fato, iniciou-se uma queda nos sinistros, principalmente pelo medo das infrações que passaram a ter valores significativos. No entanto, alguns anos depois os números voltaram a crescer, pois não houve ações efetivas de fiscalização e de educação. Enquanto não houver uma mudança significativa na abordagem do trânsito, uma visão sistêmica, vamos continuar a ver muita energia dissipada em colisões frontais. E ainda vamos ouvir muito: Mas seu Guarda, foi só um pedacinho da faixa!



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