Entre decêndios, seguimos como em Abrantes

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O trânsito sempre vou uma preocupação da sociedade, e ganhou importância proporcionalmente ao quanto as aglomerações urbanas cresciam. Mais pessoas, distâncias cada vez maiores, tempo cada vez mais valioso, priorizou o transporte, que em sua grande maioria se deu, e se dá por via terrestre. Isto resultou em um complexo sistema de integração viária que chamamos de trânsito, tão complexo e complicado que resolvemos deixar ele no limbo, ou seja, não nos preocupamos, apenas deixamos fluir, como se não fossemos responsáveis por suas implicações. Apenas pensamos em seus aspectos positivos, chegar logo, economia de tempo, e por aí vai. Mas quando vemos o lado negativo, que infelizmente não é irrelevante, jogamos a culpa para os céus: coisas do destino, Deus quis assim.
Na década de 80 nosso trânsito foi comparado pela guerra mais emblemática dos últimos tempos (a época): Trânsito, o Vietnã brasileiro. E de lá para agora, pouco mudamos (usando o eufemismo), continuamos pisando em sangue de patrícios que tiveram seu número sorteado na roleta da morte das estradas. Em 2009 o mundo, através da 1ª Conferência de alto nível sobre segurança viária, reuniu em Moscou os representantes de vários países, entre eles o Brasil, com a missão de pensar e propor mudanças capazes de reduzir a violência no trânsito que ceifa anualmente aproximadamente 1,3 milhões de vidas, onde a metade ocorre em países em desenvolvimento. Então sugeriram o lançamento da 1ª Década Mundial de Ações pela Segurança no Trânsito, marcada para 2010 a 2020, cujo objetivo seria reduzir em 50% a mortalidade nos sistemas viários. Pergunto duas coisas a você leitor, primeiro: você sabia da existência desta década?; segundo: participou de alguma ação pertinente a este movimento? Não se avexe em ser sincero, pois a esmagadora maioria não soube que tivemos 10 anos para pensar e trazer os problemas do trânsito a tona para serem discutidos, para se buscar ações práticas que o torna-se melhor. Mas, como a maioria dos mortais, as autoridades políticas também ignoraram a década. Assim ficamos como dante no quartel de Abrantes. Mas calma, como você deve saber, temos uma segunda chance, estamos vivenciando a 2ª Década Mundial de Ações pela segurança no trânsito, agora é a nossa vez de construir um trânsito mais humano e menos violento. Nossos representantes, nossas instituições estão atentas e ativas nesta luta, assim como as escolas e a sociedade civil organizada, pois queremos reduzir significativamente o número de mais de 35 mil mortos por ano e os mais de 400 mil sequelados pelo trânsito. Agora vai!
SERÁ?
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