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Baile de máscaras

26/03/2026 11:49

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Este tipo de festa teve início há séculos, sendo que ganhou notoriedade nos carnavais na Veneza iluminista do século XVIII. Justamente com o pensamento crítico aguçado pelos novos caminhos que a liberdade de pensamento que crescia na época, as máscaras ajudavam a extrapolar os novos sentimentos sem ser identificado. Além disso, as máscaras nivelavam todos, seja plebeu, nobre ou realeza, não havia distinções, as máscaras derrubavam todos os títulos. Isto representava uma forma de extravasar sua própria personalidade sem a cobrança social, o tímido e reprimido plebeu podia tornar-se o sedutor arlequim e bailar com a colombina, aquela nobre inalcançável nas rodas sociais comuns. Parece um papo distante, mas ainda hoje vivemos muito esta situação. Seja nos bailes de carnaval, nos blocos de rua, onde nos valemos da fantasia para construir, ou deixar sair, uma persona que está ligada ao nosso mais íntimo ser. Mas também, no trânsito, deixamos nossa personalidade aparecer, como se o veículo e o ambiente público-anônimo da rua fossem nossa máscara. Agimos muitas vezes de forma diferente de quando estamos em um cafezinho no serviço, ou em uma reunião do colégio de nossos filhos. Mostramos quem realmente somos, ainda mais que no trânsito, o espaço social mais democrático que temos, a lei do pedestre (plebeu) é a mesma para o nobre (os carros). Lembram da semana passada, em que vimos que nem sempre estamos conscientemente no comando? Pois é, o trânsito nos leva a deixar o nosso subconsciente, onde está impressa a nossa cultura, nossa personalidade raiz, tomar conta e deixar fluir o que realmente somos. Convido todos a fazer uma reflexão: quem nunca... estava andando com seu veículo e viu, de longe, um pedestre distraído que está prestes a atravessar a rua fora da faixa de pedestre, e dá aquela acelerada e depois buzina para assustar, melhor, para avisar o pedestre que ele está fazendo algo que não devia? Mas, logo após, reflete sobre seu comportamento e pensa: “Por que fiz aquilo?”. Talvez o exemplo não lhe caiba exatamente como descrevi, mas garanto que já houve uma situação semelhante que passou e agiu de forma parecida. Olha só, existe uma publicação, fruto de um estudo de mestrado da psicóloga Neuza Corassa, que indica que existem cinco tipos de personalidades dominantes no trânsito. Durante as próximas semanas, iremos falar sobre cada uma delas. Ficou curioso? Então faça o seguinte: fique notando mais atentamente como você se comporta no trânsito, e também as pessoas mais próximas, e veja as principais características para depois comparar com o estudo da Neuza. Precisa ser honesto. Só você vai saber o exercício, por isso faça sem medo, isso vai ajudá-lo a entender por que você e os outros se comportam da forma que constatou. Topa?

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