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Entre o confete e o Asfalto, fica a ressaca que não passa

19/02/2026 10:44

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A ressaca do Carnaval não é só aquela dor de cabeça martelando “nunca mais eu bebo”. É o caos absoluto nas estradas, com motorista que ainda acha que o volante é tamborim. A folia em Floripa, Blumenau ou na serra, acabou, mas na hora de voltar para casa, o asfalto vira ringue. É um festival de freadas bruscas, ultrapassagens suicidas e aquela frase clássica de quem está prestes a virar notícia: “Relaxa, eu dirijo melhor quando bebo”. Pois é, o feriado que é a alma do Brasil deixa um rastro amargo. Nas rodovias federais de Santa Catarina, o número de mortos não apenas subiu; ele explodiu em 60% este ano, segundo a PRF. Sim, 60%. Saltamos de 7 para 18 fatalidades em pleno feriado. Enquanto você escolhia a fantasia, famílias catarinenses enterravam parentes por pura imprudência. Isso não é ressaca; é tragédia fantasiada de festa. O combo do desastre é previsível:
Álcool: a confiança falsa de quem bebeu três latas e se sente o Senna.
Cansaço: o olho pesando enquanto o cérebro ainda toca o último axé.
Pressa: A urgência de chegar em casa que ignora qualquer sinalização.
Todo mundo conhece um “Tiozinho”. Aquele vizinho que volta da folia jurando que está zerado, mas na BR vira protagonista de filme de ação de baixo orçamento — e sem final feliz. Pode parecer humor ácido, mas rir do absurdo ainda é melhor do que chorar por mais um número nessa conta macabra.
O recado é curto e grosso: na próxima, pense duas vezes. Beba com juízo, durma antes de assumir o leme e entenda que o cinto de segurança é o seu único colete salva-vidas real. Dirija como se a vida do outro fosse a sua. Porque, na prática, é.
A ressaca passa com água e analgésico. A morte na estrada é definitiva. SC já deu o alerta com esses 60% de aumento. Ouça o grito das estatísticas antes que o próximo samba-enredo seja em sua memória.

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