Facebook
YouTube
Instagram
WhatsApp

Virada de Ano, Virar de Página no Trânsito

05/02/2026 11:32

' ' : ' '

Chegou a hora de fazermos nossas listas e traçarmos metas: malhar, aprender inglês, parar de comer biscoito recheado no café da tarde. Prometemos ser pessoas melhores. Mas esquecemos de uma promessa fundamental: a de sermos motoristas, pedestres e ciclistas melhores. Pensamos na ceia, o trânsito brasileiro é um baile de máscaras que ninguém quer ser convidado. A cada dia, 90 vidas que foram dançar, não voltaram. Curiosamente, só pensamos em quando vamos entrar no carro para a viagem de Réveillon, parece que as promessas de “ser uma pessoa melhor” ficam esquecidas no porta-malas. A virada do calendário é a metáfora perfeita. Podemos continuar repetindo os mesmos erros do ano velho – a ultrapassagem arriscada, responder “rapidinho” o celular, a “uma cervejinha” antes de dirigir – ou podemos, de fato, virar a página. Se queremos “vida nova” em 2026, precisamos falar sobre como estamos cuidando da vida no asfalto. Sem rodeios, o trânsito brasileiro ainda é um cenário de guerra onde a maior arma não é o motor, mas as nossas escolhas na estrada. Precisamos rever isso. Segurança viária não é sobre medo de multa; é sobre o direito de chegar para dar o abraço da virada. Não adianta estourar o melhor espumante à meia-noite se você decidiu “economizar” na revisão dos freios ou se achou que “só uma cervejinha” não faria diferença no reflexo. Que tal uma promessa de Ano Novo diferente? Em vez de apenas emagrecer, que tal prometer que o celular vai ficar no “modo avião” enquanto você dirige? Quem sabe entender que o limite de velocidade não é uma sugestão, mas um pacto de convivência? Que a ultrapassagem seja somente com segurança? E que tal uma nova cultura de segurança como principal promessa? Não aquele pensamento chato e obrigatório, mas um pacto de gentileza e bom senso. Imagine: Tratar a seta não como um acessório opcional, mas como o indicador de que você não é um telepata; entender que o celular no volante é uma máquina de escrever mensagens de pêsames; aceitar que a faixa de pedestre não é um enfeite urbano, mas um local onde pessoas de carne e osso têm preferência sobre uma tonelada de metal. A paz que a gente deseja no cartão de Natal começa na nossa mão que segura o volante. Que em 2026 a única coisa que a gente “atropele” sejam as metas de felicidade. Dirija com atenção, celebre com responsabilidade. Então, ao invés de só desejar “Feliz Ano Novo”, vamos desejar, e fazer, uma “Boa Viagem”? No sentido mais amplo e seguro da palavra. Para que, em dezembro, ao olhar para trás, a gente comemore não só os quilômetros percorridos, mas as vidas que seguem intactas. Afinal, o melhor destino a ser alcançado, sempre, é voltar para casa.

mais sobre:

Deixe uma resposta

publicidade