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Ultrapassando hábitos

20/02/2025 11:38

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Uma vez estava fiscalizando na rodovia BR 282 , isto já faz algum tempo (não vou revelar a data para não denunciar minha idade, kkkk). Estávamos eu e um colega mais antigo, quando observamos um veículo realizando uma ultrapassagem em local não permitido, era perímetro urbano, bem sinalizado com a faixa dupla amarela e com placas verticais informando bem os usuários. Abordamos o veículo e aos interpelar o cidadão, ele tentou se desculpar falando “ seu guarda, não vinha nenhum carro em sentido contrário! Não teve nenhum perigo!”. Meu colega mais antigo é quem dialogava, observando, pensei que faria ouvidos moucos, pois dificilmente assumimos nossos erros e tentando justificá-los para diminuir a dissonância do ato inseguro, e isso era (e ainda é) comum nas abordagens. Mas o colega agiu diferente, e disse ao infrator: “Cidadão, o senhor pode pensar assim, e isso vai lhe dando confiança ao ponto de que logo estará ultrapassando em uma curva pensando da mesma forma!”. O diálogo encerrou por ali, lavrou o auto de infração de trânsito e desejou uma boa viajem ao usuário. Procedimento rotineiro, mas não me saiu da cabeça. Fiquei pensando por muito tempo, e acabei adotando esta premissa para me servir de argumento aos teimosos. E de fato, tem muita sabedoria nesta passagem, não digo somente da sabedoria empírica, mas traz uma verdade científica muito forte. Wild, um estudioso da área da segurança já dizia, em sua Teoria da Homeostase do Risco, que quanto mais confiança temos em um procedimento, mais tendemos a ignorar alguns cuidados com a segurança baseados no que “achamos” que dominamos. Assim, quanto mais desobedecemos a sinalização e nada acontece, mais iremos nos arriscar pensando que estamos em segurança. Isto significa que cada vez mais, estaremos ultrapassando em locais cada vez mais perigosos com a falsa sensação de que somos bons motoristas e que a situação esta sob controle. Ou seja, estaremos com a sensação de segurança não estando seguros. Isto esta bem ligado as últimas descobertas da neurociências, onde nossas emoções comandam a formação dos nossos hábitos, e que muitas vezes a cognição fica em segundo plano. Logo se estamos acostumados a não obedecer a sinalização, não iremos pensar ao efetuar uma ultrapassagem em local proibido, seja em uma curva ou um aclive com restrição de visibilidade. Nosso hábito de fazer isso comandará nossas ações, resultando em comportamentos inseguros, e em muitas vezes em tragédias anunciadas.
Portanto, necessitamos de ter o convicção de obedecer a sinalização, e tornar isso um hábito, pois somente assim nosso comportamento será seguro e não nos colocará em armadilhas mortais.



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