Vampiro Brasileiro!

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Quem não lembra do saudoso personagem do comediante Chico Anysio? Talvez os mais novinhos não se recordem deste ícone da nossa cultura, mas vale a pena dar um “Google”.
Lembrando desta personagem, que ao final quando planejava algo e sempre no desfecho do plano, acontecia o inusitado e dava tudo errado, então lastimoso, o conde tupiniquim lamentava “Vampiro brasileiro..huumm”. Pensei algo análogo ao nosso condutor, ao nosso pedestre ou passageiro, enfim, qualquer um que participe do trânsito (consequentemente todos nos enquadramos em uma destas categorias). Estamos sujeitos a uma enorme confusão sociocultural nos locais onde transitamos, ao ponto do ilustríssimo antropólogo Roberto DaMatta, traduzir bem em sua obra que já se resume pelo título “Fé em Deus e Pé na Tábua - Ou como e por que o trânsito enlouquece no Brasil”.
Neste apanhado de reflexões, emerge uma série de coisas que fazemos e refazemos e ainda ensinamos a nossos filhos, mesmo sem perceber, ao agir no espaço compartilhado chamado trânsito. Claro que a obra é muito mais rica e complexa que este mero comentário, mas atrevo-me a levantar dois pontos que acho muito interessantes. Primeiro, nosso trânsito é aristocrático, ou seja, prevalece o pensamento “sabe com quem esta falando”, e por ser tão igualitário, o trânsito permite que o maiores, que se acham a última bolacha do pacote, exaltem a frase aos berros, mas também induz o pequeno, que é invisível, a ignorar as regras, pois já que ele não consegue dizer ele pode não fazer, e a maioria dos mortais que estão no meio, fazem como os dois anteriores, ou se acham, ou ficam na moita fingindo que nada é com eles. Outro aspecto interessante é o Paradoxo do Mudancismo, que no bom português pode ser traduzido por “pimenta nos olhos dos outros é refresco”, ou seja, quero que as leis e as fiscalizações sejam rígidas, não se pode dar mole. -
- Mas espera aí seu guarda, uma latinha de cerveja, você deve é ir atrás de bandido ou daqueles que estão caindo de bêbados, ou seja, a lei deve ser rígida com os outros, mas que não mude uma vírgula nos meus costumes.
Passamos uma vida inteira nos desculpando, acreditando que ações isoladas de leis que pegam, e outras tantas que não, resolvam o problema, que não nos enxergamos nele. E assim passa a vida, como se nossas estradas mortais fossem culpa dos outros, e seguimos a espera de um milagre.
Enquanto isso a cada quinze minutos perdemos um brasileiro para a violência no trânsito.
Como diria Bento Carneiro: Motorista Brasileiro..Huumm!
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